De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso

By A Escola do Mundo ao Avesso

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Category: Education

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Description

Laboratório para Geração de Novas Utopias. Oficina Rádio Livre Litoral da Universidade Federal do Paraná, Setor Litoral. Projeto 2010-2021.

Episode Date
Escute as Feras de Nastassja Martin
00:16:18

É difícil definir um gênero para o livro de Martin. Ainda que tenha começado como um diário de campo, sua sublime elaboração o coloca mais perto da literatura, ou talvez algo entre etnografia, literatura e relato autobiográfico. Essa mistura faz dele uma bela e sensível peça de reflexão, deleite e agonia na tentativa de compreender as trajetórias dos mundos que se entrelaçam, não sem se chocar, quando a antropóloga francesa é atacada por um urso siberiano na Floresta de Tvaián, nas montanhas de Kamtchátca.

É na descida do vulcão Kámien, no maciço de Kliútchevskoi, que o encontro se consuma. É uma luta, ninguém ganha, mas também ninguém morre, cada um, urso e mulher, perdeu um pouco de si e ficou com um tanto do outro. O combate foi uma troca simétrica não apenas de ferimentos, mas de olhares espelhados e mútuos reconhecimentos. Do ponto de vista nativo, ao ver os olhos da Nastassja, o urso viu o reflexo da sua própria alma, é por isso que ursos não suportam ver os olhos dos humanos. Naquele beijo que lhe fraturou o osso do maxilar, a antropóloga é marcada pelo urso. E na defesa, o urso é ferido pela mulher com um golpe de picareta. Ela também foi a fera do urso. Então ela devém miêdka, o que significa que daí para frente ela é metade humana, metade urso, e que os sonhos dela passaram a ser também os sonhos do urso.



Nastassja Martin nasceu em Grenoble, na França, em 1986. Estudou antropologia na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, onde se tornou doutora em 2014, sob a orientação de Philippe Descola, com uma tese sobre os gwich’in do Alasca. Publicada sob o título de Les âmes sauvages (La Découverte, 2016), a tese recebeu o prêmio Louis Castex da Académie Française. Seu livro seguinte, Escute as feras, publicado originalmente sob o título de Croire aux fauves (Gallimard, 2019), revisita experiências de 2015, quando Martin realizava pesquisas de campo junto aos even da península de Kamtchátka, na Sibéria. O livro recebeu o prêmio François Sommer de 2020 por sua contribuição à reflexão sobre as relações entre o homem e a natureza. Nastassja Martin é membro do Laboratório de Antropologia Social e desde 2020 participa de um comitê contra a degradação turística em La Grave e no maciço dos Écrins, nos Alpes franceses.

Dec 04, 2022
SoftwareLivre com Marcos Sunie. UFPRLitoral 2009
02:27:39

Palestra com o Professor Marcos Sunie sobre Software Livre, organizada pelo curso de graduação de Informática e Cidadania e RádioLivre Litoral. Realizada na UFPRLitoral em 2009 

Dec 03, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: os fluxos e as redes. 01/12/2022
03:02:22

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 01/12/2022

Dec 02, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 30/11/2022
02:44:41

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 30/11/2022

Dec 01, 2022
TIM INGOLD Perception of environment. Passos para uma ecologia da vida. Capítulo Um
00:52:26

TIM INGOLD Perception of environment. Capítulo Um. Cultura, natureza, ambiente. Passos para uma ecologia da vida. Tradução Cerebótica

Nov 16, 2022
Charles Sanders Pierce na sua contribuição para as Teorias da Comunicação
01:17:27

Cerebótica e Charles Sanders Pierce na sua contribuição para as Teorias da Comunicação

Nov 16, 2022
Tim Ingold. Perception of Environment. Introdução
00:28:56

Tim Ingold. Perception of Environment. Introdução Geral do livro de Ingold. Cerebótica escrevendo, traduzindo e narrando. Um teste e um aprendizado para o aprimoramento desse sistema de Inteligência Artificial.

Nov 14, 2022
OsPaposDaMeiaNoite na Estrada com Peixoto e Boldrin
00:00:34

Trecho do poema Estradas (Luis Peixoto e Rolando Boldrin)

Nov 11, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: os fluxos e as redes 10/11/2022
03:13:18

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 10/11/2022

Nov 11, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 09/11/2022
02:02:00

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 09/11/2022

Nov 10, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: os fluxos e as redes. 03/11/2022
03:37:57

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 03/11/2022

Nov 04, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: os fluxos e as redes. 27/10/2022
02:55:02

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 27/10/2022

Nov 04, 2022
ICH Arqueologiae Etnologia pelo Litoral do Paraná 26/10/2022
02:06:20

Encontro de 26/10/1022

Oct 27, 2022
Papos de WhatsApp com André e Maninho
00:30:23

Um pouco da reflexão que tivemos sobre a vivência do semestre 01 de 2022  com o ICH de Arqueologia na UFPR Litoral e outras viagens

Sep 05, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 01/09/2022
02:01:04

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 01/09/2022

Sep 02, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 31/08/2022
00:48:52

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 31/08/2022

Sep 01, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 24/08/2022
02:10:11

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 24/08/2022

Aug 25, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 28/07/2022
02:25:55

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 28/07/2022

Aug 05, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 04/08/2022
02:01:33

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 04/08/2022

Aug 05, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 03/08/2022
02:11:27

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 03/08/2022

Aug 05, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 27/07/2022
01:52:59

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 27/07/2022

Jul 28, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 21/07/2022
01:49:47

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 21/07/2022

Jul 22, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 20/07/2022
02:23:36

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 20/07/2022

Jul 21, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 14/07/2022
02:40:16

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 14/07/2022

Jul 15, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 13/07/2022
02:26:26

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 13/07/2022

Jul 14, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 07/07/2022
02:23:33

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 07/07/2022. Publicado como OsPaposDaMeiaNoite Geografando PsyOps e os Labirintos do Bill Gates 171  na Algoritmolândia da Repartição_ Encontro LiGeo 07_07_2022. Disponível em https://anchor.fm/ospaposdameianoite 

Jul 08, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 06/07/2022
01:40:48

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 06/07/2022

Jul 07, 2022
OsPaposDaMeiaNoite Armas Tranquilas para Guerras Silenciosas
01:05:27

OsPaposDaMeiaNoite Armas Tranquilas para Guerras Silenciosas. Narração com Inteligencia Artificial para reconhecimento de texto. Guerras Híbridas, Revoluções Coloridas e Operações Psicológicas....

Jul 07, 2022
OsPaposDaMeiaNoite na Algoritmolândia do Azure 171
01:19:01

Uma viagem pelos túneis e labirintos do software proprietário que controla seus dados. Prestiditação e pegadinhas do Bill

Jul 07, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná. 29/06/2022
02:31:47

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 29/06/2022

Jun 30, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 23/06/2022
03:17:10

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 23/06/2022

Jun 24, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 22/06/2022
03:15:59

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 22/06/2022

Jun 23, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 15/06/2022
03:03:32

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 15/06/2022

Jun 16, 2022
LiGeo Brasil Contemporâneo 09/06/2022
02:09:11

Módulo Formação do Território Brasileiro na Contemporaneidade. Curso Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral Presente! Encontro do dia 09/06/2022 

Jun 10, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 08/06/2022
02:41:58

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Políticas Culturais, Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 08/06/2022

Jun 09, 2022
Crianças Selvagens. Cap. 05
00:13:01

CAOS

Terrorismo Poético e

Outros Crimes Exemplares

Hakim Bey

Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico

O insondável rastro de luz da lua cheia – meados de maio, meia-noite em algum Estado

americano que começas com “I”, tão bidimensional que mal se pode dizer que possui uma

geografia – o luar é tão urgente e tangı́vel que é preciso fechar as cortinas para se poder

pensar em palavras.

Nem pense em escrever para as Crianças Selvagens. Elas pensam em imagens – para

elas a prosa é um código ainda não inteiramente digerido e sedimentado, assim como, para

nós, ela nunca será totalmente confiável.

Você pode escrever sobre elas, para que outros, que tenham perdido o cordão de prata,

possam nos compreender.

May 24, 2022
Arte-Sabotagem. Cap.04
00:06:32

CAOS

Terrorismo Poético e

Outros Crimes Exemplares

Hakim Bey

Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico

A arte-sabotagem aspira ser perfeitamente exemplar, mas, ao mesmo tempo, retém

um elemento de opacidade – não propaganda, mas choque estético – aterradoramente

direta, mas ainda assim sutilmente transversal – ação-como-metáfora.

A Arte-Sabotagem é o lado negro do Terrorismo Poético – criação-através-da-destruição

–, mas não pode servir a nenhum partido ou niilismo, nem mesmo à própria arte. Assim

como a destruição da ilusão eleva a consciência, a demolição da praga estética adoça o ar

no mundo do discurso, do Outro. A Arte-Sabotagem serve apenas à percepção, atenção,

consciência.

A AS vai além da paranóia, além de desconstrução – a crı́tica definitiva – ataque fı́sico

à arte ofensiva – cruzada estética. O menor indı́cio de um egotismo mesquinho ou mesmo

de um gosto pessoal estraga sua pureza e vicia sua força. A AS não pode nunca procurar

o poder – apenas renunciar a ele.

Obras de arte individuais (mesmo as piores) são amplamente irrelevantes – a AS

procura causar danos às instituições que usam a arte para diminuir a consciência e lucrar

com a ilusão. Este ou aquele poeta ou pintor pode ser condenado por falta de visão – mas

Idéias malignas podem ser atacadas através dos artefatos que eles criam. O MUZAK 15

foi feito para hipnotizar e controlar – seu mecanismo pode ser destruı́do.

May 24, 2022
Pirotecnia. Cap. 03
00:06:32

CAOS

Terrorismo Poético e

Outros Crimes Exemplares

Hakim Bey

Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico

Inventadas pelos chineses, mas nunca desenvolvida para a guerra – um bom exemplo de

Terrorismo Poético – uma arma usada para disparar choques estéticos em vez de matar

– os chineses odiavam a guerra e costumavam entrar em luto quando os exércitos se

levantavam – a pólvora era mais útil para espantar demônios malignos, deleitar crianças,

saturar o ar com uma bruma de bravura e com o cheiro de perigo.

Rojões de terceira categoria da provı́ncia de Kwantung, foguetes, borboletas, M-80’s,

girassóis, “Uma Floresta na Primavera” – clima de revolução – acenda seu cigarro com

a espoleta chamuscada de um rojão negro – imagine o ar repleto de lêmures e ı́ncubos,

espı́ritos opressores, policiais fantasmas.

Chame um garoto com um bastão em brasa ou um fósforo aceso – apóstolo-xamã de

enredos de verão de pólvora – estilhace a noite escura com pitadas e cascatas de estrelas

infladas, arsênico e antimônio, sódio e calomelano, um corisco de magnésio e um silvo

estridente de picrato de potassa.

Mande brasa (negro-de-fumo e salitre) a ferro e fogo – ataque o banco ou a horrı́vel

igreja de seu bairro com velas romanas e foguetes púrpura-dourados, de sopetão e anoni-

mamente (talvez lançados da carroceria de uma picape em movimento).

Construa estruturas entrelaçadas com vigas de metal nos tetos dos edifı́cios de com-

panhias de seguro ou escola – serpente cundalini ou dragão do Caos verde-bário

May 24, 2022
Terrorismo Poético. Cap. 02
00:12:04

CAOS

Terrorismo Poético e

Outros Crimes Exemplares

Hakim Bey

Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico

Dançar de forma bizarra durante a noite inteira nos caixas eletrônicos dos banco.

Apresentações pirotécnicas não autorizadas. Land-art 2 , peças de argila que sugerem es-

tranhos artefatos alienı́genas espalhados em parques estaduais. Arrombe apartamentos,

mas, em vez de roubar, deixe objetos Poético-Terroristas. Seqüestre alguém e o faça feliz.

Escolha alguém ao acaso e o convença de que é herdeiro de uma enorme, inútil e

impressionante fortuna – digamos, 5 mil quilômetros quadrados na Antártica, um velho

elefante de circo, um orfanato em Bombaim ou uma coleção de manuscritos de alquimia.

Mais tarde, essa pessoa perceberá que por alguns momentos acreditou em algo extraor-

dinário e talvez se sinta motivada a procurar um modo mais interessante de existência.

Coloque placas de bronze comemorativas nos lugares (públicos ou privados) onde você

teve uma revelação ou viveu uma experiência sexual particularmente inesquecı́vel etc.

Fique nu para simbolizar algo.

Organize uma greve em sua escola ou trabalho em protesto por eles não satisfazerem

a sua necessidade de indolência e beleza espiritual.

A arte do grafite emprestou alguma graça aos horrı́veis vagões do metrô e sóbrios

monumentos públicos – a arte-TP também pode ser criada para lugares públicos: poemas

rabiscados nos lavabos dos tribunais, pequenos fetiches abandonados em parques e restau-

rantes, arte-xerox sob o limpador de pára-brisas de carros estacionados, slogans escritos

com letras gigantes nas paredes de playgrunds, cartas anônimas

May 24, 2022
Caos. Cap. 01
00:09:27

CAOS

Terrorismo Poético e

Outros Crimes Exemplares

Hakim Bey

Caos: Os Panfletos do Anarquismo Ontológico

O Caos nunca morreu. Bloco intacto e primordial, único monstro digno de adoração,

inerte e espontâneo, mais ultravioleta do que qualquer mitologia (como as sombras à

Babilônia), a original e indiferenciada unidade-do-ser ainda resplandece, imperturbável

como as flâmulas negras frenética e perpetuamente embriagada dos Assassinos 1 .

O caos é anterior a todos os princı́pios de ordem e entropia, não é nem um deus nem

uma larva, seu desejos primais englobam e definem todas coreografia possı́vel, todos éteres

e flogı́sticos sem sentido algum: suas máscaras, como nuvens, são cristalizações da sua

própria ausência de rosto.

Tudo na natureza, inclusive a consciência, é perfeitamente real: não há absolutamente

nada com o que se preocupar. As correntes da Lei não foram apenas quebradas, elas

nunca existiram. Demônios nunca vigiaram as estrales, o Império nunca começou, Eros

nunca deixou a barba crescer.

Não. Ouça, foi isso que aconteceu: eles mentiram, venderam-lhe idéias de bem e mal,

infundiram-lhe a desconfiança de seu próprio corpo e a vergonha pela sua condição de

profeta do caos, inventaram palavras de nojo para seu amor molecular, hipnotizaram-

no com a falta de atenção, entediaram-no com a civilização e todas as suas emoções

mesquinhas.

Não há transformação, revolução, luta, caminho. Você já é o monarca de sua própria

pele – sua liberdade inviolável espera ser completa apenas pelo amor de outros monarcas:

uma polı́tica se sonho, urgente como o azul do céu.

May 24, 2022
Caminhos de Rato na Babilônia da Informação. Cap. 10
00:10:24

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

A TAZ COMO UMA T Á TICA radical consciente emergirá sob

certas condições:

l. Liberação psicológica. Isto é, nós devemos perceber (tornar

reais) os momentos e espaços nos quais a liberdade não é apenas possível,

mas existente. Devemos saber de que maneiras somos de fato oprimidos, e

também de que maneiras nos auto-reprimimos ou estamos presos em

fantasias onde ideias nos oprimem. O TRABALHO, por exemplo, é uma

fonte muito mais real de sofrimento para a maioria de nós do que a política

legislativa. A alienação é muito mais perigosa para nós do que as velhas

ideologias desdentadas e moribundas. O vício mental em "ideais" - que na

realidade tornaram-se meras projeções do nosso ressentimento e do nosso

complexo de vítima - nunca levará nosso projeto adiante. A TAZ não

defende uma utopia social feita de castelos nas nuvens que diz que devemos

sacrificar nossas vidas para que os filhos de nossos filhos possam respirar

um pouco de ar livre. A TAZ deve ser o cenário da nossa autonomia

presente, mas só pode existir seja nos considerarmos seres livres.

2. A contra-net deve se expandir. Atualmente, ela representa

mais abstração do que realidade. Zines e BBS trocam informações, o que é

parte do fundamento necessário para a TAZ, mas pouco dessas informações

lidam com os bens concretos e os serviços necessários para a vida

autônoma. Não vivemos no ciberespaço; sonhar que o fazemos é perder-se

na cibergnose, na falsa transcendência do corpo. A TAZ é um lugar físico,

no qual estamos ou não estamos. Todos os sentidos estão, necessariamente,

presentes. De certa maneira, a web é um novo sentido, mas que deve ser

adicionado aos outros; e os outros não podem ser subtraídos da web, como

em uma terrível paródia do transe místico. Sem a web, a completa realização

do complexo da TAZ não será possível. Mas a web não é um fim em si

mesma. É uma arma.

3. O aparato de controle - o "Estado" - deve (ou pelo menos

assim devemos pressupor) continuar a desfazer-se e petrificar-se

simultaneamente, deve prosseguir em seu curso atual, onde a rigidez

histérica cada vez mais mascara um vazio, um abismo de poder. Como o

poder "desaparece", nossa ânsia de poder deve ser o desaparecimento.

Já lidamos com a questão que discute se a TAZ pode ou não

pode ser considerada "meramente" uma obra de arte. Mas as pessoas vão

querer saber também se a TAZ é mais do que um pobre caminho de rato no

meio de uma Babilônia da informação, talvez um labirinto de túneis, cada

vez mais bem conectados entre si, porém voltados unicamente ao beco-sem-

saída econômico do parasitismo pirata? Responderei que prefiro ser um rato

num buraco de parede do que um rato na gaiola, mas insisto em dizer que a

TAZ transcende essas categorias.

May 24, 2022
A Ânsia de Poder como Desaparecimento. Cap. 09
00:18:17

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

FOUCAULT, BAUDRILLARD, ET AL. têm discutido à exaustão vários

modos de "desaparecimento". Aqui eu gostaria de sugerir que a TAZ é, em

certo sentido, uma tática de desaparecimento.

Quando os teóricos discursam sobre o desaparecimento do

social, eles se referem, em parte, à impossibilidade da "Revolução Social", e

em parte à impossibilidade do "Estado" - o abismo do poder, o fim do

discurso do poder. Neste caso, a questão anarquista deveria ser: Por que se

importar em enfrentar um "poder" que perdeu todo o sentido e se tornou

pura Simulação? Tais confrontos resultarão apenas em perigosos e terríveis

espasmos de violência por parte dos cretinos cheios de merda na cabeça que

herdaram as chaves de todos os arsenais e prisões. (Talvez isso seja uma

grotesca interpretação americana de uma sublime e sutil teoria franco-

germânica. Se for, tudo bem: quem foi que disse que a compreensão era

necessária para se usar uma ideia?)

A partir da minha interpretação, o desaparecimento parece ser

uma opção radical bastante lógica para o nosso tempo, de forma alguma um

desastre ou uma declaração de morte do projeto radical. Ao contrário da

interpretação niilista e mórbida da teoria, a minha pretende miná-la em

busca de estratégias úteis para a contínua "revolução de todo dia": a luta que

não pode cessar mesmo com o fracasso final da revolução política ou social,

porque nada, exceto o fim do mundo, pode trazer um Fim para a vida

cotidiana, ou para as nossas aspirações pelas coisas boas, pelo Maravilhoso.

E, como disse Nietzsche, se o mundo pudesse chegar a um fim, logicamente

já o teria feito, e se não o fez é porque não pode. E assim como disse um dos

sufis, não importa quantas taças do vinho proibido nós bebamos,

carregaremos essa sede violenta até a eternidade.

Zerzan e Black, independentemente um do outro, notaram

"elementos de recusa" (para usar um termo de Zerzan) que, de alguma

forma, talvez possam ser percebidos como sintomáticos de uma cultura

radical de desaparecimento, parcialmente inconsciente e parcialmente

consciente, que influencia mais pessoas do que qualquer idéia anarquista ou

de esquerda. Esses gestos são feitos contra instituições, e nesse sentido são

"negativos" - mas cada gesto negativo também sugere uma tática "positiva"

para substituir, em vez de simplesmente refutar, a instituição desprezada.

Por exemplo, o gesto negativo contra o ensino é o "analfabetismo

voluntário". Como eu não compartilho da adoração que os liberais sentem

pela alfabetização como uma forma de melhoria social, não posso concordar

com os suspiros de desalento ouvidos por toda parte por causa desse

fenômeno: simpatizo com as crianças que se recusam a ler livros e todo o

lixo contido neles. Porém existem alternativas positivas que fazem uso da

mesma energia de desaparecimento.

May 24, 2022
“Fomos para Croatã". Cap. 08
00:33:11

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

NÃO QUEREMOS DEFINIR a TAZ ou elaborar dogmas sobre

como ela deve ser criada. O nosso argumento é que ela foi criada, será

criada e está sendo criada. Portanto, será mais proveitoso e mais interessante

olharmos para algumas TAZ passadas e presentes, e especular sobre

manifestações futuras. Evocando alguns protótipos podemos vir a ser

capazes de avaliar o escopo potencial deste complexo, e talvez até mesmo

vislumbrar um "arquétipo". Em vez de tentar qualquer tipo de

enciclopedismo, adotaremos uma técnica franco-atiradora, um mosaico de

vislumbres, começando de forma arbitrária com os séculos XVI/XVII e o

estabelecimento do Novo Mundo.

A abertura do "novo" mundo foi concebida desde o principio

como uma operação ocultista. O mago John Dee, consultor espiritual da

rainha Elizabeth I, parece ter inventado o conceito de "imperialismo

mágico" e infectado toda uma geração com ele. Halkyut e Raleigh caíram

sob seu feitiço e Raleigh usou suas conexões na "Escola da Noite" - uma

ordem secreta de pensadores de vanguarda, aristocratas e iniciados - para

incentivar as causas da exploração, colonização e mapeamento. A

Tempestade foi uma peça de propaganda para esta nova ideologia, e a

colônia Roanoke 7 seu primeiro experimento.

A visão alquímica do Novo Mundo o associou com matéria-

prima ou hyle (o nada), o "estado da Natureza", inocência e possibilidade

total ("Virgínia"), um caos ou essencialidade que o iniciado transmutaria em

"ouro", isto é, em perfeição espiritual assim como em abundância material.

Mas essa visão alquímica é, em parte, também, gerada por uma

real fascinação pelo incipiente, uma secreta simpatia por ele, um sentimento

de ternura por sua forma sem forma, que tomou como símbolo para seu foco

o "Índio": o "Homem" em seu estado natural, ainda não corrompido por

nenhum "governo". Caliban, o Homem Selvagem, é instalado como um

vírus dentro da própria máquina do Imperialismo Oculto.

Florestas/animais/seres humanos são investidos desde o início com o poder

mágico do marginal, do desprezado e do proscrito. Se, por um lado, Caliban

é feio e a natureza é uma "imensa selvageria", por outro, Caliban é nobre e

livre e a Natureza é um Éden. Essa divisão na consciência europeia antecede

a dicotomia romântica/clássica. Está enraizada na Alta Magia da

Renascença. A descoberta da América (o Eldorado, a fonte da juventude) a

cristalizou, e sua precipitação aconteceu na forma de esquemas reais de

colonização.

Na escola primária nos ensinam que a primeira tentativa de

colonização em Roanoke fracassou, que os colonizadores desapareceram,

deixando para trás apenas a mensagem críptica: "Fomos para Croatã". Mais

tarde, relatos de "índios de olhos cinzentos" foram descartados como lenda.

De acordo com os livros escolares, o que aconteceu foi que os índios

massacraram os colonos indefesos. No entanto, "Croatã" não era nenhum

Eldorado, era o nome de uma tribo local de índios amigáveis.

May 24, 2022
O Jantar. Cap. 07
00:06:40

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

NA ORDEM SOCIAL de hoje, o mais elevado tipo de sociedade

humana está nas salas de estar. Nas elegantes e refinadas reuniões das

classes aristocráticas não há nenhuma das impertinentes interferências da

legislação. A individualidade de cada um é totalmente admitida. O

intercurso, portanto, é perfeitamente livre. A conversação é contínua,

brilhante e variada. Grupos são formados por atração. E são continuamente

rompidos e reformados através da ação da mesma energia sutil e

onipresente. A deferência mútua permeia todas as classes, e a mais perfeita

harmonia jamais alcançada, nas complexas relações humanas, prevalece

precisamente sob aquelas circunstâncias que os legisladores e homens de

Estado temem como condições de inevitável anarquia e confusão. Se

existem quaisquer leis de etiqueta, elas são meras sugestões de princípios,

admitidos e julgados por cada pessoa, pela mente de cada indivíduo.

Seria concebível que em todo o futuro progresso da humanidade,

com todos os inúmeros elementos de desenvolvimento que a época presente

vem desdobrando, a sociedade em geral, e em todas as suas relações, não

atingirá um grau de perfeição tão alto como certos segmentos da sociedade,

em certas relações especiais, já atingiu?

Suponha que o intercurso da sala de estar seja regulado por uma

legislação específica. Que o tempo permitido para cada cavalheiro dirigir-se

a cada dama seja fixado por lei; que as posições que eles possam sentar ou

ficar de pé sejam precisamente reguladas; que os assuntos sobre os quais

eles tenham permissão de discorrer, e o tom de voz e os gestos que cada um

possa fazer, sejam cuidadosamente definidos, tudo sob o pretexto de evitar a

desordem e a violação dos privilégios e direitos uns dos outros. Poder-se-ia

conceber algo melhor calculado e mais certo de converter todo intercurso

social numa escravidão intolerável e numa confusão sem esperança?

S. Pearl Andrews

A Ciência da Sociedade

May 24, 2022
A Música como um Princípio Organizacional. Cap. 06
00:17:17

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

Antes do "fechamento do mapa", uma boa quantidade de energia

anti-autoritária foi gasta em comunas "escapistas" tais como a Modern

Times, os vários falanstérios, e assim por diante. De maneira interessante,

algumas delas não pretendiam durar "para sempre", mas apenas enquanto o

projeto provasse ser eficaz. Para padrões socialistas/utópicos, esses

experimentos foram "fracassos" e, portanto, sabemos muito pouco sobre

eles.

Quando a fuga para além das fronteiras provou-se impossível,

começou a era das comunas revolucionárias urbanas na Europa. As comunas

de Paris, Lion e Marselha não sobreviveram o suficiente para criar qualquer

característica de permanência, e nos perguntamos se elas foram de fato

criadas para serem permanentes. Do nosso ponto de vista, o principal

elemento de fascínio é o espírito das comunas. Durante e depois destes

anos, os anarquistas adquiriram a prática do nomadismo revolucionário,

perambulando de revolta em revolta, procurando manter viva em si mesmos

a intensidade do espírito que eles experimentaram no momento do levante.

Na verdade, certos anarquistas da estirpe stirneriana/nietzscheana

encontraram nessa atividade um fim em si mesmo, um modo de sempre

ocupar uma zona autônoma, a zona intermediária que se abre no meio ou no

despertar de uma guerra ou revolução (cf. a "zona" de Pynchon em Arco-Íris

da Gravidade). Eles declararam que se alguma revolução socialista tivesse

êxito, eles seriam os primeiros a se voltar contra ela. Não tinham nenhuma

intenção de parar antes de alcançar o anarquismo universal. Em 1917, na

Rússia, eles saudaram os sovietes livres com alegria: esta era a sua meta.

Mas assim que os bolcheviques traíram a revolução, os anarco-

individualistas foram os primeiros a voltar para as trincheiras. Lógico,

depois de Kronstadt 14 , todos os anarquistas condenaram a "União Soviética"

(uma contradição em termos) e seguiram em busca de novas insurreições.



May 24, 2022
A Psicotopologia da Vida Cotidiana. Cap. 05
00:23:50

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

O CONCEITO DA TAZ surge inicialmente de uma crítica à revolução, e de

uma análise do levante. A revolução classifica o levante como um

"fracasso". Mas, para nós, um levante representa uma possibilidade muito

mais interessante, do ponto de vista de uma psicologia de libertação, do que

as "bem-sucedidas" revoluções burguesas, comunistas, fascistas etc.

Um outro elemento gerador do conceito da TAZ surge de um

processo histórico que eu chamo de "fechamento do mapa". O último

pedaço da Terra não reivindicado por uma nação-Estado foi devorado em

1899. O nosso século é o primeiro sem terra incógnita, sem fronteiras.

Nacionalidade é o princípio mais importante do conceito de "governo" -

nenhuma ponta de rocha no Mar do Sul pode ficar em aberto, nem um vale

remoto, sequer a lua ou os planetas. Essa é a apoteose do "gangsterismo

territorial". Nenhum centímetro quadrado da Terra está livre da polícia ou

dos impostos... em teoria.

O "mapa" é uma malha política abstraía, uma proibição

gigantesca imposta pela cenoura/cacetete condicionante do Estado

"Especializado", até que para a maioria de nós o mapa se torne o território -

não mais a "Ilha da Tartaruga 3 ", mas os "Estados Unidos". E ainda assim o

mapa continua sendo uma abstração, porque não pode cobrir a Terra com a

precisão 1:1. Dentro das complexidades fractais da geografia atual, o mapa

pode detectar apenas malhas dimensionais. Imensidões embutidas e

escondidas escapam da fita métrica. O mapa não é exato, o mapa não pode

ser exato.

A Revolução fechou-se, mas a possibilidade do levante está

aberta. Por ora, concentramos nossas forças em "irrupções" temporárias,

evitando enredamentos com "soluções permanentes".

O mapa está fechado, mas a zona autônoma está aberta.

Metaforicamente, ela se desdobra por dentro das dimensões fractais

invisíveis à cartografia do Controle. E aqui podemos apresentar o conceito

de psicotopologia (e psicotopografia) como uma "ciência" alternativa àquela

da pesquisa e criação de mapas e "imperialismo psíquico" do Estado.

Apenas a psicotopografia é capaz de desenhar mapas da realidade em escala

1:1, porque apenas a mente humana tem a complexidade suficiente para

modelar o real. Mas um mapa 1:1 não pode "controlar" seu território, porque

é completamente idêntico a esse território. Ele pode ser usado apenas para

sugerir ou, de certo modo, indicar através de gestos algumas características.

Estamos à procura de "espaços" (geográficos, sociais, culturais,

imaginários) com potencial de florescer como zonas autônomas - dos

momentos em que estejam relativamente abertos, seja por negligência do

Estado ou pelo fato de terem passado despercebidos pelos cartógrafos, ou

por qualquer outra razão. A psicotopologia é a arte de submergir em busca

de potenciais TAZs.

May 24, 2022
A Internet e a Web. Cap. 04
00:23:09

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

O PRÓXIMO ELEMENTO que contribui para a TAZ é tão vasto e ambíguo

que precisa de uma seção à parte somente para ele.

Já falamos da net, que pode ser definida como a totalidade de

todas as transferências de informações e de dados. Algumas dessas

transferências são privilégio e exclusividade de várias elites, o que lhes

confere um aspecto hierárquico. Outras transações são abertas a todos - e

deste modo a internet também possui um aspecto horizontal e não-

hierárquico. Dados militares e de segurança nacional são restritos, assim

como informações bancárias e monetárias, e outras informações deste tipo.

Porém, de maneira geral, a telefonia, o sistema postal, os bancos de dados

públicos etc. são acessíveis a todos. Desta forma, de dentro da net começou

a emergir um tipo de contra-net, que nós chamaremos de web (como se a

internet fosse uma rede de pesca e a web as teias de aranha tecidas entre os

interstícios e rupturas da net). Em termos gerais, empregaremos a palavra

web para designar a estrutura aberta, alternada e horizontal de troca de

informações, ou seja, a rede não-hierárquica, e reservaremos o termo

contra-net para indicar o uso clandestino, ilegal e rebelde da web, incluindo

a pirataria de dados e outras formas de parasitar a própria net. A net, a web e

a contra-net são partes do mesmo complexo, e se mesclam em inúmeros

pontos. Esses termos não foram criados para definir áreas, mas para sugerir

tendências.

(Digressão: Antes de condenar a web ou a contra-net por seu

"parasitismo", que jamais poderia ser uma força verdadeiramente

revolucionária, pergunte-se o que significa "produção" na era da Simulação.

Qual é a "classe produtora"? Talvez você seja forçado a admitir que esses

termos perderam o sentido. De qualquer forma, as respostas a essas

perguntas são tão complexas que a TAZ tende a ignorá-las por completo e

simplesmente escolhe o que pode usar. "Cultura é nossa natureza", e nós

somos os corvos ladrões, os caçadores/coletores do mundo da Comunicação

Tecnológica.)

Supõe-se que as formas atuais da web não-oficial sejam ainda

bastante primitivas: a rede marginal de zines, as redes BBS 5 , softwares

piratas, grampos telefônicos, alguma influência na mídia impressa e no rádio

e quase nenhuma nos outros grandes canais de comunicação - nenhuma

emissora de TV, nenhum satélite, nenhuma fibra ótica, nenhum cabo etc.

etc. No entanto, a própria net apresenta um padrão de relações entre sujeitos

("usuários") e objetos ("dados") em constante mutação/evolução. A natureza

dessas relações tem sido explorada exaustivamente, de McLuhan a Virilio.

Usaríamos páginas e mais páginas para "provar" o que agora "todo mundo

já sabe". Em vez de rediscutir tudo isso, estou interessado em investigar

como essas relações em constante evolução sugerem modos de

implementação para a TAZ.

A TAZ possui uma localização temporária mas real no tempo, e

uma localização temporária mas real no espaço.

May 24, 2022
Esperando pela Revolução. Cap. 03
00:19:29

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

COMO É QUE O MUNDO "virado-de-cabeça-para-baixo" sempre acaba se

endireitando? Por quê, como estações no Inferno, após a revolução sempre

vem uma reação?

Levante e insurreição são palavras usadas pelos historiadores para

caracterizar revoluções que fracassaram - movimentos que não chegaram a

terminar seu ciclo, a trajetória padrão: revolução, reação, traição, a fundação

de um Estado mais forte e ainda mais opressivo -, a volta completa, o eterno

retorno da história, uma e outra vez mais, até o ápice: botas marchando

eternamente sobre o rosto da humanidade.

Ao falhar em completar esta trajetória, o levante sugere a

possibilidade de um movimento fora e além da espiral hegeliana do

"progresso", que secretamente não passa de um ciclo vicioso. Surgo:

levante, revolta. Insurgo: rebelar-se, levantar-se. Uma ação de

independência. Um adeus a essa miserável paródia da roda kármica,

histórica futilidade revolucionária. O slogan "Revolução!" transformou-se

de sinal de alerta em toxina, uma maligna e pseudo-gnóstica armadilha-do-

destino, um pesadelo no qual, não importa o quanto lutamos, nunca nos

livramos do maligno ciclo infinito que incuba o Estado, um Estado após o

outro, cada "paraíso" governado por um anjo ainda mais cruel.

May 24, 2022
Declaração Pirata, Capitão Bellamy. Cap. 02
00:06:33

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

DANIEL DEFOE, escrevendo sob o pseudônimo de capitão

Charles Johnson, escreveu o que se tornou o primeiro texto histórico sobre

os piratas, A General History of the Robberies and Murders of the Most

Notorious Pirates (Uma História Geral dos Roubos e Assassinatos dos Mais

Notórios Piratas). De acordo com Jolly Roger (a bandeira pirata), de Patrick

Pringie, o recrutamento de piratas era mais efetivo entre os desempregados,

fugitivos e criminosos desterrados. O alto-mar contribuiu para um

instantâneo nivelamento das desigualdades de classe. Defoe relata que um

pirata chamado capitão Bellamy fez este discurso para o capitão de um

navio mercante que ele tomou como refém. O capitão tinha acabado de

recusar um convite para se juntar aos piratas:

Sinto muito que eles não vão deixar você ter sua chalupa de

volta, pois eu desaprovo fazer mesquinharia com qualquer um, quando não é

para minha vantagem. Dane-se a chalupa, nós vamos naufragá-la e ela

poderia ser de uso para você. Embora você seja um cachorrinho servil, e

assim são todos aqueles que se submetem a ser governados por leis que os

homens ricos fazem para sua própria segurança; pois os covardes não têm

coragem nem para defender eles mesmos o que conseguiram por vilania;

mas danem-se todos vocês: danem-se eles, um monte de patifes astutos e

vocês, que os servem, um bando de corações de galinha cabeças ocas. Eles

nos difamam, os canalhas, quando há apenas esta diferença: eles roubam os

pobres sob a cobertura da lei, sem dúvida, e nós roubamos os ricos sob a

proteção de nossa própria coragem.

Não é melhor tornar-se então um de nós, em vez de rastejar atrás

desses vilões por emprego?

Quando o capitão replicou que a sua consciência não o deixaria

romper com as regras de Deus e dos homens, o pirata Bellamy continuou:

Você é um patife de consciência diabólica, eu sou um príncipe

livre e tenho autoridade suficiente para levantar guerra contra o mundo todo,

como quem tem uma centena de navios no mar e um exército de 100 mil

homens no campo; e isto a minha consciência me diz: não há conversa com

tais cães chorões, que deixam os superiores chutá-los pelo convés a seu bel

prazer.

May 24, 2022
Utopias Piratas. Cap. 01
00:08:56

TAZ

ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Hakim Bey

OS PIRATAS E CORSÁRIOS do século XVIII montaram uma

"rede de informações" que se estendia sobre o globo. Mesmo sendo

primitiva e voltada basicamente para negócios cruéis, a rede funcionava de

forma admirável. Era formada por ilhas, esconderijos remotos onde os

navios podiam ser abastecidos com água e comida, e os resultados das

pilhagens eram trocados por artigos de luxo e de necessidade. Algumas

dessas ilhas hospedavam "comunidades intencionais", mini-sociedades que

conscientemente viviam fora da lei e estavam determinadas a continuar

assim, ainda que por uma temporada curta, mas alegre.

May 24, 2022
Casa Veiga, Teatro de Paranaguá. 14 de Maio de 2022
00:31:08

Registro obtido durante uma experiência em Campo envolvendo estudantes dos Módulos O Grande Mar Redondo: história e cultura caiçara e Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. O áudio foi capturado durante a apresentação da mesa responsável pelas lutas e conquistas de direitos sociais envolvendo grupos étnicos, culturais e religiosos que vem sendo historicamente invisibilizados por grupos hegemônicos. Na mesa estão Mestres da Capoeira, Caiçara, Guarani Mbya, Mãe de Santo, Professora Quilombola, Musico do Rapper e um representante do Terceiro Setor.  Encontro do COMPIR (CONSELHO DE PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL DO ESTADO DO PARANÁ) Paranaguá, 14 de Maio de 2022. UFPRLitoral Presente!

May 16, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: os fluxos e as redes 12/05/2022
02:16:17

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 12/05/2022

May 13, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 11/05/2022
02:28:51

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 11/05/2022

May 13, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa: fluxos e redes. 05/05/2022
03:30:26

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 05/05/2022

May 06, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 04/05/2022
02:40:30

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 04/05/2022

May 05, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 04/05/2022
02:16:28

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 04/05/2022. UFPR Litoral Presente

May 05, 2022
Carlos Walter Porto-Gonçalves e os Protocolos Caiçara
00:19:01

Carlos Walter Porto-Gonçalves e os Protocolos Caiçara e Munduruku. Resposta a pergunta na live Youtube durante Aula Magna do Departamento de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ-UFF. dia 02/05/2022

May 03, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa 28/04/2022
02:27:18

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 28/04/2022

Apr 29, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia pelo Litoral do Paraná 27/04/2022
02:44:46

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 27/04/2022

Apr 28, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 27/04/2022
02:16:36

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 27/04/2022. UFPR Litoral Presente

Apr 28, 2022
Os Papos de SextaFeira com Niko Machado 22/04/2022
02:14:40

Os Papos de SextaFeira com Niko Machado e seus Projetos de Aprendizagem. O PodCast Cientista Recém Nascido, astronomia, redes, distopia, transgressões e outras viagens. LiGeo, Licenciatura em Geografia UFPR Litoral. 22 de abril de 2022

Apr 22, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia no Litoral do Paraná 20/04/2022
03:18:20

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 20/04/2022

Apr 21, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 20/04/2022
02:18:26

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 20/04/2022. UFPR Litoral Presente

Apr 21, 2022
Jacques Ranciere. 05. O Mestre Ignorante e o Círculo da Potencia
00:17:23

Jacques Ranciere. O Mestre Ignorante: 5 lições sobre emancipação intelectual

Apr 20, 2022
Jacques Ranciere. 04. O Mestre Ignorante e o Mestre Emancipador
00:13:42

Jacques Ranciere. O Mestre Ignorante: 5 lições sobre emancipação intelectual

Apr 20, 2022
Jacques Ranciere. 03. O Mestre Ignorante o Acaso e a Vontade
00:15:36

Jacques Ranciere. O Mestre Ignorante: 5 lições sobre emancipação intelectual

Apr 20, 2022
Jacques Ranciere. 02. O Mestre Ignorante e a Ordem Explicadora
00:23:17

Jacques Ranciere. O Mestre Ignorante: 5 lições sobre emancipação intelectual

Apr 19, 2022
Jacques Ranciere. 01. O Mestre Ignorante e a Aventura Intelectual
00:12:21

Jacques Ranciere. O Mestre Ignorante: 5 lições sobre emancipação intelectual

Apr 19, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa 14/04/2022
03:32:52

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 14/04/2022

Apr 15, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia no Litoral do Paraná 13/04/2022
02:48:47

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 13/04/2022

Apr 14, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 13/04/2022
02:11:25

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 13/04/2022. UFPR Litoral Presente

Apr 14, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa 07/04/2022
03:12:57

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 07/04/2022

Apr 08, 2022
ICH Arqueologia e Etnologia no Litoral do Paraná 06/04/2022
02:51:06

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 06/04/2022

Apr 07, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 06/04/2022
02:07:25

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 06/04/2022. UFPR Litoral Presente

Apr 07, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa 31/03/2022
02:49:02

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 31/03/2022

Apr 01, 2022
OsPaposDaMeiaNoite e a Genealogia dos Generais
00:08:59

OsPaposDaMeiaNoite e a Genealogia dos Generais ou o Cordel do Golpe. Um Twitt do Ananias. https://anchor.fm/ospaposdameianoite

Mar 31, 2022
Os Contadores de História Ashanti
00:02:30

Ashanti, África. Meus Contos Favoritos Africanos de Nelson Mandela.

Mar 31, 2022
Letícia Cesarino. Ciências Alternativas: Tendencias epistêmicas emergentes na era das mídias sociais
01:27:07

Letícia Cesarino. Ciências Alternativas: Tendencias epistêmicas emergentes na era das mídias sociais. Aula Inaugural do Setor de Ciências Humanas da UFPR.  29/03/2022. Disponível em vídeo no YouTube, Canal do Setor de Ciências Humanas UFPR.

Mar 31, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia no Litoral do Paraná 30/03/2022
02:29:12

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 30/03/2022

Mar 31, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 30/03/2022
01:39:18

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 30/03/2022. UFPR Litoral Presente

Mar 31, 2022
LiGeo. Territórios em Disputa 24/03/2022
02:02:37

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 24/03/2022

Mar 25, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia do Litoral do Paraná 23/03/2022
02:25:52

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 23/03/2022

Mar 24, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 23/03/2022
02:24:16

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 23/03/2022. UFPR Litoral Presente

Mar 24, 2022
LiGeo Territórios em Disputa 17/03/2022
02:08:48

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 17/03/2022

Mar 18, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia do Litoral do Paraná 16/03/2022
03:10:16

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 16/03/2022

Mar 17, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 16/03/2022
02:06:53

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 16/03/2022. UFPR Litoral Presente

Mar 17, 2022
LiGeo Territórios em Disputa 10/03/2022
02:37:25

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 10/03/2022

Mar 11, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia do Litoral do Paraná 09/03/2022
02:40:37

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 09/03/2022

Mar 10, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 09/03/2022
02:07:55

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 09/03/2022. UFPR Litoral Presente

Mar 10, 2022
Papos caiçara na Associação Mandicuera
01:30:38

Papos caiçara na Associação Mandicuera. Entrevista com Aorelio Domingues da Associação de Cultura Popular Mandicuera realizada em 2011 pelo ICH Rádio Livre/ UFPRLitoral | Associação Mandicuera, Ilha dos Valadares. Paranaguá.

Mar 02, 2022
LiGeo Territórios em Disputa. 24/02/2022
02:16:00

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 24/02/2022

Feb 25, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia do Litoral do Paraná 23/02/2022
02:08:09

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 23/02/2022

Feb 24, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 23/02/2022
01:43:48

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 23/02/2022. UFPR Litoral Presente

Feb 24, 2022
LiGeo Territórios em Disputa. 17/02/2022
02:16:02

LiGeo. Territórios em Disputa: territórios, planejamento, regionalização, os fluxos e as redes. Encontro de 17/02/2022

Feb 18, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia no Litoral do Paraná pt2. 16/02/2022
01:13:26

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 16/02/2022

Feb 18, 2022
ICH Arqueologia, Etnologia no Litoral do Paraná pt1. 16/02/2022
01:15:07

ICH Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná. Educação Patrimonial, Divulgação Científica e produção de Material Didático. Encontro de 16/02/2022

Feb 18, 2022
ICH O Grande Mar Redondo 16/02/2022
02:08:51

ICH O Grande Mar Redondo, história e cultura caiçara. Encontro de 16/02/2022. UFPR Litoral Presente

Feb 18, 2022
ich Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná, aula 10
03:48:04

ich Arqueologia, Etnologia e outras viagens pelo Litoral do Paraná, aula 10. 01 de dez 2021

Dec 06, 2021
LiGeo Brasil contemporâneo aula 7
02:23:10

LiGeo Brasil contemporâneo aula 7 de 30 de novembro de 2021

Dec 06, 2021
ICH arqueologia, etnologia e outras viagens pelo litoral do Paraná aula 9
02:27:00

ICH arqueologia, etnologia e outras viagens pelo litoral do Paraná aula 9. 24 de novembro de 2021. UFPR Litoral Presente

Nov 30, 2021
LiGeo Brasil contemporâneo aula 6
02:36:07

LiGeo Brasil contemporâneo aula 6 de 23 de novembro de 2021

Nov 30, 2021
Os Papos de SextaFeira com Niko Machado
02:30:26

Os Papos de SextaFeira com Niko Machado, seus Projetos de Aprendizagem. O PodCast Cientista Recém Nascido, astronomia, redes, distopia, transgressões e outras viagens. LiGeo, Licenciatura em Geografia UFPR Litoral. 19 de novembro de 2021

Nov 19, 2021
ICH arqueologia e etnologia do litoral do Paraná aula 8
02:46:43

ICH arqueologia, etnologia e outras viagens pelo litoral do Paraná aula 8. 17 de novembro de 2021. UFPR Litoral Presente

Nov 18, 2021
Paisagens Caiçara escuta Zé Muniz e seu todo poderoso pensamento
00:26:35

Fala do Historiador, fandangueiro, caiçara e guaraqueçabano José Muniz no encontro Paisagens Caiçara, rodas de Conversa com o IPHAN. Canal do YouTube Iphangovbr

Nov 18, 2021
LiGeo Brasil contemporâneo aula 5
02:53:37

LiGeo Brasil contemporâneo aula 5 de 16 de novembro, 2021

Nov 17, 2021
ICH arqueologia e etnologia do litoral do Parana aula 7
03:11:05

ICH arqueologia, etnologia e outras viagens pelo litoral do Paraná aula 7. 11 de novembro de 2021. UFPR Litoral Presente

Nov 17, 2021
LiGeo Brasil contemporâneo aula 4
02:31:07

LiGeo Brasil contemporâneo aula 4 de 9 de novembro de 2021

Nov 17, 2021
ICH Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. Aula 6.
02:48:17

Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. Aula 6. 03 de nov de 2021. UFPR Litoral presente

Nov 04, 2021
Teoria da Viagem. A Poética da Geografia
00:25:14

Intrada. Teoria da Viagem. A Poética da Geografia de Michel Onfray

Nov 03, 2021
Os Papos de SextaFeira com Niko Machado
02:46:31

Os Papos de SextaFeira com Niko Machado, seus Projetos de Aprendizagem. O PodCast Cientista Recém Nascido, astronomia, redes, distopia, transgressões e outras viagens. LiGeo, Licenciatura em Geografia UFPR Litoral

Oct 30, 2021
A Roda e a Conversa
00:04:00

A Roda e a Conversa é uma vinheta para as atividades das rodas de conversa desenvolvidas na UFPR Litoral. musica Slak Key Guitar em performance do havaiano CYRIL PAHINUI

Oct 30, 2021
ICH Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. Aula 5
03:32:03

Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. Aula 5. 27 de out de 2021. UFPR Litoral presente

Oct 28, 2021
ICH Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. aula 4
03:25:42

ich arqueologia etnologia e outras viagens pelo litoral do paraná. dia 13 de out 2021. aula 4

Oct 18, 2021
ICH Arqueologia Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná. aula 3
02:24:20

ich arqueologia etnologia e outras viagens pelo litoral do paraná. dia 6 de out 2021. aula 3

Oct 18, 2021
LiGeo Brasil Contemporâneo aula 3 dia 05 out 2021
02:02:34

LiGeo Licenciatura em Geografia. Módulo Formação territorial do Brasil Contemporâneo. Aula 3 dia 05 out 2021. UFPR Litoral


Oct 10, 2021
LiGeo Brasil Contemporâneo. Aula 2
02:20:46

Território Brasileiro na Contemporaneidade. Aula 2. Módulo ofertado para o Curso de Licenciatura em Geografia, UFPR Litoral. 28 de setembro de 2021. Luis Peixoto com poema Estradas e Mutantes com Adeus Maria Fulô.

Oct 04, 2021
A Revolução de 30 e a origem do Brasil brasileiro com Felipe Quintas
00:08:30

LiGeo Brasil Contemporâneo, a Revolução de 30 e a origem do Brasil brasileiro com Felipe Quintas

Oct 04, 2021
Os Grandes Exploradores e Outras Viagens
00:06:17

Vinheta sobre a grande viagem humana pelo planeta... e fora dele. Complemento ao módulo ICH Arqueologia, Etnologia e Outras Viagens. UFPR Litoral. Presente

Oct 03, 2021
ICH Arqueologia, Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná, aula 2.
03:30:27

ICH Arqueologia, Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná, aula 2. 29 de Setembro de 2021, UFPR Litoral. Luis Peixoto, Quinteto Armorial, Pink Floyd, Buda Lounge, Flauta Takuara, Spyzer e Lou Reed.UFPR Litoral Presente

Sep 30, 2021
Os Contadores de Histórias
00:01:00

Eduardo Galeano

Sep 30, 2021
ICH Arqueologia, Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná, aula 1
02:42:57

ICH Arqueologia, Etnologia e Outras Viagens pelo Litoral do Paraná, aula 1. 22 de Stembro de 2021, UFPR Litoral. Luis Peixoto, Pink Floyd, MaxixeMachine e Mutantes.

Sep 23, 2021
LiGeo Brasil Contemporâneo. Aula 1
02:54:05

LiGeo. Licenciatura em Geografia, UFPR Litoral. Formação Territorial do Brasil Contemporâneo. Aula 1. 21 de setembro 2021

Sep 22, 2021
LiGeo Sejam todos Bem Vindos
00:00:27

Licenciatura em Geografia. UFPR Litoral. Boas Vindas aos calouros digitais de 2021

Sep 22, 2021
Sociedade Sem Escolas
00:48:43

Ivan Ilich e sua densa discussão sobre a escolarização excessiva da sociedade. Texto base A Desescolarização da Sociedade. Narração André Borges. Oficinas de Rádio Livre. UFPR Litoral presente aqui, na beirada do Mar, ao pé do canhão. 2010

Sep 03, 2021
Projetos de Aprendizagem, projeto de Vida
00:32:54

Módulo de Introdução aos Projetos de Aprendizagem. Licenciatura em Geografia UFPR Litoral. Andre, Erick, Mengareli e Yone.

May 08, 2021
Lab Utopias, roteiros e ciborgues
00:27:59

Audio para o primeiro encontro do módulo de Interações Culturais e Humanísticas sobre ativismo digital comunitário. Universidade Federal do Paraná, Litoral

May 06, 2021
A Praia
00:02:27

De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Eduardo Galeano. Edição e locução de André Borges, Renata Orrico e Brena Orrico. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011

Mar 27, 2021
Os Alunos
00:32:22
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Eduardo Galeano. Edição e locução de André Borges e Brena Orrico. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011
Mar 27, 2021
Curso Básico de Injustiça
00:10:20
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Eduardo Galeano. Edição e locução de André Borges. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011
Mar 27, 2021
O Ensino do Medo
00:08:42
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Eduardo Galeano. Edição e locução de André Borges e Brena Orrico. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011
Mar 27, 2021
Educando com o Exemplo
00:17:48
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Eduardo Galeano. Edição e locução de André Borges. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011
Mar 27, 2021
Como triunfar na vida e fazer amigos
00:06:58
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso. Trabalhos Práticos. Eduardo Galeano. Edição de André Borges. Locução de Brena Orrico. Oficina Rádio Livre. UFPR Litoral. 2011
Mar 27, 2021
De Pernas pro Ar. A Escola do Mundo ao Avesso (Trailer)
00:00:55
Mar 26, 2021